terça-feira, 30 de novembro de 2010

Algo acontece?

Não entendi nada.
Nessa madrugada duas viaturas da PM fizeram uma operação no final da rua Lemos Cunha. Ficaram lá por algumas horas.
Será que lembraram de reprimir o tráfico do Cavalão?
Boa!

GPAE Cavalão

Eu lembro, quando vim morar em Niterói há uns 10 anos atrás, que todos falavam que a situação no Morro do Cavalão era crítica. Um belo dia, de Charitas vi fumaça céu, mais ou menos na altura de Icaraí. Mais tarde descobri o que era. Haviam incendiado dois ônibus na entrada do túnel, sentido São Francisco. Para vocês verem como esse negócio de incendiar carros não é novidade.
Segundo consta, esta ação havia sido motivada por uma suposta truculência de policiais em uma operação no morro.
Ocorre que tempos depois, após várias incursões na comunidade, implantaram o que, na minha opinião é o precursor da UPP, o GPAE - Grupamento de Policiamento de Áreas Especiais, ligado ao 12º BPM - Niterói.
Fantástico. Nunca mais se ouviu um tiro sequer vindo do morro. Experiência extremamente exitosa. Porém sem visibilidade política. O que é uma política de pacificação dez anos antes em uma comunidade em Niterói perto do resto do estado do Rio?
O que se fala hoje é em decadência do GPAE - Cavalão. Em uma declaração, o Secretário de Segurança do Estado, Sr. José Mariano Beltrame, teria dado a entender que o GPAE deixaria de existir e seu efetivo retornaria para o 12º BPM. Política? UPP? 
Hoje o que se percebe é uma grande quantidade de elementos em atitude suspeita transitando     durante a madrugada e início da manhã, alguns visivelmente drogados nos arredores do final da rua Lemos Cunha e rua Joaquim Távora, e quando cansam retornam para o morro.
Há quem chame até de Cracolândia de Icaraí, pode?
  
Fonte da foto: Google Maps

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O início...

A algum tempo venho pensando em fazer algo sobre a escalada da violência em Niterói porém não sabia ao certo o que fazer. 
Hoje, ao ver a capa do jornal O Fluminense, percebi que a hora é agora.
E é assim que começo esse blog.
A idéia é que tenhamos visibilidade e consigamos de alguma forma a pressionar o Governo.
Niterói não pode virar um campo minado ou uma faixa de Gaza, onde a bandidagem pode agir indiscriminadamente.
A hora é agora!
Divulgue, cobre, DENUNCIE!

SAIU NO "O FLUMINENSE" ....

Bandidos encurralados no Rio buscam refúgio em Niterói e São Gonçalo

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Tamanho da fonte: A- A+28/11/2010

Policiais rodoviários federais montam barreiras na Ponte e na BR-101 para impedir fuga de criminosos para a Região Metropolitana e interior. PRF ganhou reforço no efetivo

A repressão ao tráfico de drogas no Rio após a recente onda de atentados que tem levado terror à população pode estar contribuindo para a migração de criminosos para Niterói, São Gonçalo e cidades do interior do Estado. Na noite da última quinta-feira, policiais do Serviço de Inteligência (P-2) do 7º BPM (São Gonçalo) prenderam no Complexo do Salgueiro, um traficante recém chegado do Complexo do Alemão. Integrante do Primeiro Comando da Capital (PPC) ele seria o elo de ligação entre a facção criminosa paulista e o Comando Vermelho (CV) do Rio.

Na manhã deste domingo, um homem foi preso quando tentava deixar a cidade pela ponte Rio-Niterói. A PRF não soube informar se ele tinha fugido do Complexo do Alemão, ocupado pela manhã pelas forças de segurança. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, o homem de 34 anos e nome não divulgado, tinha um mandado de prisão por roubo à mão armada expedido pela Justiça e foi encontrado durante uma blitz a uma van que fazia o trajeto Rio-Maricá . Ele foi encaminhado para a 78ª DP.

Para o especialista em Segurança Paulo Storani, ex-oficial do Bope e ex-secretário de Segurança de São Gonçalo, essa migração não é de hoje, mas pode ser acelerada com fuga de traficantes do Rio.

“É possível que agora a migração aconteça em maior escala. Mas ela vem desde que começaram a instalar as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Isso não é nenhuma novidade. Para coibir essa migração de bandidos seria necessário investir em inteligência e em equipamentos, por exemplo, com grande capacidade de monitoramento de telefonemas”, alerta o especialista, ressaltando, no entanto, que não há tempo hábil para implementar todas essas medidas, e que agora o trabalho deve ser direcionado ao controle das vias de acesso.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) recebeu esta semana reforço de 300% em seu efetivo. O número absoluto de policiais que vão atuar no patrulhamento das estradas federais que cortam o Rio não foi divulgado por motivos de segurança, mas o aumento no de agentes que fazem o patrulhamento diário na Ponte Rio-Niterói, por exemplo, já pode ser percebido.

Rondas para reprimir possíveis ações criminosas

Rondas por toda extensão da rodovia estão sendo realizadas desde o início da semana. Na última sexta-feira, o patrulhamento recebeu apoio aéreo de um helicóptero da Polícia Civil. Na ocasião, o sobrevoo da aeronave chegou a assustar motoristas, que acreditaram se tratar de uma perseguição a traficantes que seguiam para Niterói.

“São Gonçalo e Niterói sempre foram esconderijos perfeitos e a ponte Rio-Niterói, o melhor caminho”,  resume o carteiro Josenir Santos Gomes, de 38 anos, morador de Santa Luzia, em São Gonçalo, que teme o aumento da criminalidade em sua cidade.

Se a Ponte é a porta de entrada de traficantes para Niterói, a Rodovia BR-101 é considerada o caminho para São Gonçalo. Para impedir a migração de bandidos, o comandante do 7º BPM (São Gonçalo), tenente-coronel Cláudio Luiz da Silva, posicionou parte de seu efetivo nos principais acessos  ao município, onde blitzes são realizadas periodicamente. Um dos pontos onde elas acontecem é a Estrada de Itaúna.

“Pedimos que a população use os canais de denúncias para informar sobre qualquer movimentação suspeita em suas comunidades”, solicitou.

População está preocupada

Em Niterói, o assunto nas ruas, nos comércios, nos meios de transportes e nas escolas é o mesmo: os efeitos que a atuação da polícia e das Forças Armadas na capital podem desencadear na cidade.

“Os bandidos possuem vasto domínio territorial. São comunidades amigas espalhadas por toda a Região Metropolitana, que servirão de exílio. Tenho certeza que muitas delas estão situadas em Niterói”, avalia a estudante de Direito Mariana Esteves, de 26 anos, dizendo-se bastante preocupada.

O comandante do 12º BPM (Niterói), no entanto, diz que não há motivos para receio. Segundo ele, 130 policiais estão sendo deslocados para o patrulhamento ostensivo todos os dias em quatro bairros. Eles são distribuídos em duplas conhecidas como Cosme e Damião pelo Fonseca, alvo de alguns atentados, Centro, devido à movimentação comercial, além de Icaraí e Ingá, na Zona Sul.

Blitzes também estão sendo realizadas, segundo ele, em vários pontos da cidade, incluindo os acessos à Ponte.

Titulares das distritais da região, por sua vez, informaram que estão se reunindo para cruzar informações sobre os responsáveis pelos ataques e possíveis migrações de traficantes do Rio.
O especialista Paulo Roberto Sotrani alerta ainda para uma outra rota de fuga que pode ser usada pelos bandidos: a Baía de Guanabara.

“A faixa litorânea é muito extensa e, certamente, há linhas de tráfico de drogas e armas que podem ser utilizadas. O patrulhamento é difícil, pois não existem embarcações suficientes. Temos o Grupamento Aéreo e Marítimo (GAM) da PM, que faz o trabalho, mas a Marinha, que deveria ser encarregada para esse tipo de tarefa, não tem condições de monitorar a Baía, assim como a Polícia Federal (PF)”, ressaltou.